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Suspeito de participar de chacina na Espanha tem prisão mantida na PB

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou a liminar do pedido de habeas corpus de Marvin Henriques Correia, suspeito de ser partícipe da chacina de uma família na Espanha. Para a Justiça, "há indícios fortes" de que Marvin sabia do intento do suspeito que confessou o crime, Patrick Gouveia, de assassinar toda a família, "já que não esboçou reação de surpresa quando o amigo lhe informa o ocorrido". 
A decisão na segunda-feira (7) é assinada pelo relator José Guedes Cavalcanti Neto, juiz convocado para substituir o desembargador Luiz Silvio Ramalho Junior, da Câmara Criminal do TJPB.

O advogado do suspeito, Sheyner Asfora, disse que vai tomar ciência da decisão e aguardar o julgamento do mérito. Na ação inicial, a defesa alegou ausência de fundamentação para a prisão, ressaltando que a Polícia Federal não viu indícios de que Marvin teria participado no crime.
"Foi uma decisão monocrática onde o desembargador fez uma análise prévia e não definitiva da situação jurídica do caso, por isso, a defesa aguardará a decisão colegiada pela Câmara Criminal onde o debate será mais amplo em torno da matéria do Habeas Corpus", afirma a defesa.
'Fortes indícios'
Marvin foi preso pela Polícia Civil no dia 28 de outubro. De acordo com a polícia, ele teria “dado dicas” pelo Whatsapp para Patrick Gouveia, sobrinho de uma das vítimas e suspeito confesso do crime. O jovem está preso em um setor isolado no Complexo Penitenciário Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1, em Jacarapé.

Na decisão, José Guedes diz que há indícios da participação do suspeito no crime nas mensagens trocadas entre Marvin e Patrick, onde “percebe-se que o Paciente [Marvin] reage ao início de diálogo como se estivesse continuando uma conversa, dando a entender que já sabia de toda a empreitada criminosa como ocorreu”.
O juiz convocado ressalta, ainda, que Marvin participa ativamente da conversa, “inclusive havendo enviado arquivo a fim de auxiliar François Patrick na ocultação dos cadáveres”. Segundo o documento, “há indícios fortes de que o Paciente sabia do intento de François Patrick de assassinar toda a família, já que não esboçou reação de surpresa quando o amigo lhe informa o ocorrido, fazendo-nos crer da possibilidade de ter, em alguma medida, participado da empreitada criminosa”.

PF não vê crime
Na sexta-feira (4), uma semana depois da prisão de Marvin, o delegado da Polícia Federal Gustavo Barros, responsável pelo inquérito que investigou Patrick Gouveia, disse que não viu crime na participação de Marvin. A polícia, ao encerrar a investigação, decidiu por não indiciar nem pedir a prisão do amigo de Patrick. O inquérito da Polícia Federal foi fechado no dia 24 de outubro, após Patrick se entregar e em seguida confessar o crime à Espanha. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público da Paraíba e acolhido pela Justiça.
Para Barros, as conversas trocadas entre os suspeitos deixam claro que o contato entre eles só aconteceu depois que a mulher e os filhos do casal já estavam mortos e não há como afirmar que Marvin tenha influência direta na morte do tio de Patrick. “Se tirássemos o Marvin da história, a situação teria acontecido do mesmo jeito”, concluiu.
Patrick Gouveia, suspeito de esquartejar família na Espanha, detido na sede da Guarda 
Relembre o caso
Os corpos de Janaína, Marcos e das duas crianças foram achados esquartejados em uma casa na cidade espanhola de Pioz em setembro, depois que um vizinho alertou sobre o mal cheiro perto da casa da família.

Após o início das investigações, a Justiça emitiu uma ordem de prisão europeia e internacional contra Patrick, mas até então o suspeito ainda não havia recebido nenhuma notificação sobre o mandado de prisão no Brasil.
Ele resolveu se entregar após o advogado dele, Eduardo Cavalcanti, voltar para o Brasil e explicar à família os detalhes do processo. O advogado informou que Patrick acredita poder se defender melhor das acusações na Espanha.
O advogado disse que ficou surpreso ao saber da confissão, uma vez que enquanto estava no Brasil, Patrick negava ter cometido o crime. “Foi algo que surpreendeu, na verdade, porque o Patrick volta para a Espanha alegando que precisaria estar lá porque teria melhores condições de apresentar suas versões do fato e se defender de suas acusações. Aqui, ele insistiu em sua inocência”, disse Cavalcanti.

Fonte:G1
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