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"Estou arrependido!" Afirma assassino de Fernanda Ellen


Ao chegar ao Presídio do Roger para onde foi transferido na manhã desta quarta-feira (10), em João Pessoa, Jefferson Luís Soares disse que no dia em que matou estava “aperreado” por não ter mais dinheiro  para comprar mais drogas e que estava disposto a fazer “qualquer coisa” com quem ele encontrasse pela frente. O suspeito disse que teme pela vida na cadeia e disse que, caso saia do presídio com vida, pretende mudar totalmente.

O suspeito desmentiu as informações de que ele teria ajudado na mobilização para encontrar Fernanda Ellen. “Eu queria esclarecer isso porque as pessoas estão me julgando muito, dizendo que eu cheguei a fazer panfletagens. Eu não cheguei a fazer panfletagens, eu não fui a nenhuma passeata. Chegaram até a dizer que eu estava sentado em culto. Eu não participei de culto, eu não conseguia olhar nos olhos deles, eu não tinha forças, eu estava totalmente debilitado”, contou.

O suspeito de matar a estudante Fernanda Ellen, de 11 anos, disse que apenas chamou a menina quando ela passava em frente à casa dele. “Eu chamei e ela entrou por livre e espontânea vontade. Eu pedi dinheiro a ela. Ela disse que não tinha e tirou o celular para ligar para a avó. Eu peguei o celular e disse que ia ficar com o celular dela. Depois, ela começou a gritar e eu, mais nervoso que ela, fiz o que fiz”, acrescentou.

Jefferson Luís disse que a menina morreu na hora em que ele deu uma “gravata” nela. “Em seguida, eu escondi o corpo dela debaixo da cama”, disse. Jefferson contou que, para que a mulher dele não descobrisse o crime, provocou uma briga para que ela saísse de casa. “Eu fiz de tudo para brigar com ela e ela ir dormir na casa da minha sogra”, declarou. O corpo da estudante ficou dois dias debaixo da cama, ainda de acordo com o suspeito. “Eu envolvi o corpo numa piscina e enterrei no quintal”, afirmou.

Jefferson disse que usou uma colher de pedreiro para fazer o buraco. “Eu comecei a fazer o buraco eram umas três horas da manhã. Demorou muito para fazer um buraquinho daquele, porque eu não tinha ferramenta”.

Quando a família do suspeito percebeu que havia algo errado, ele inventou uma desculpa. “Eu dizia que não tinha nada de errado comigo, era só o desemprego, inventava sempre alguma história. Depois que eu cometi o ato, entrei em depressão, comecei a faltar no serviço e fui demitido”, disse.

Jefferson disse que tinha um sentimento “horrível de culpa” ao saber que a garota estava enterrada no quintal da casa dele. “Eu não sabia o que fazer, eu passava no quintal mas passava com uma dor tão grande no peito que eu não tenho palavras para dizer não. Só quem sabe sou e Deus”.

Ele disse que sentiu vontade de se entregar, mas temia pela própria vida. “Eu senti várias vezes vontade de me entregar, pois já não aguentava mais nem o sofrimento deles nem o meu, mas tinha muito medo do que acontecesse comigo".

Sobre o encontro que teve com o pai de Fernanda Ellen, Fábio Oliveira Cabral, o suspeito não deu muitos detalhes. “Ele fez umas perguntas a mim, de rotina mesmo, mas eu não consegui olhar nos olhos dele, muito menos responder”, relatou.

Jefferson Luís duvida de que possa sair do presídio com vida. Mas, se isso acontecer, ele disse que pretende mudar de vida. “Se eu conseguir sair da cadeia vivo, eu pretendo mudar totalmente. Eu já perdi minha família e destruí a família deles. Todos devem estar revoltados comigo e eu estou sozinho nesse mundo agora”.

Ele disse estar arrependido pela morte de Fernanda Ellen. “Sinceramente, eu estou muito arrependido", finalizou.
G1/PB
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