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Precisava de prova, diz jovem que filmou agressão a filhote no RS


O estudante que filmou as agressões de uma mulher e do filho a um filhote da raça poodle em um condomínio de Porto Alegre contou que só pensou em registrar as imagens porque precisava de provas para denunciar os maus-tratos. O caso está sendo investigado pela polícia. O cão foi levado a uma clínica, mas passa bem e já está em um novo lar. Ele foi adotado pelo subsíndico do prédio, que o resgatou.
O jovem, que pede para ter seu nome preservado, conta que chegou a da escola às 12h30 da última sexta-feira (10) e começou a ouvir o choro do filhote vindo do térreo. No primeiro momento, pensou que era algum acidente. Como os latidos não pararam, ele foi olhar. "Quando vi que ela estava agredindo, fiquei em choque. Não sabia o que fazer. Aí pensei que se eu não tivesse prova, não tinha como falar para alguém. Aí comecei a filmar. Foi bem difícil ficar filmando e não expressar nada", contou ao G1Nas imagens, postadas no YouTube, o filhote leva chutes de uma criança e, logo em seguida, de uma mulher (veja o vídeo). As imagens são fortes. A ocorrência foi registrada no sábado (11). Na segunda-feira (13), o caso passará a ser analisado pela Delegacia da Vitima (DPCAV).
Em determinado momento do vídeo, a mulher que agrediu o filhote diz para o filho. "Todos os cachorros, todos os bichos que tu vês na rua a gente não trata bem. A gente vai e bate. Escutou?", questiona a mulher à criança.
"Ela chutava, arremessava para cima, jogava na parede, gritava, xingava, ensinava o filho que tinha que bater nos animais e não fazer carinho. Ela dizia que até o final da semana ia matar o cachorro", afirmou o estudante que gravou o vídeo. Na última agressão, perto das 16h, o cão ficou desacordado.
.Foi quando o subsíndico Bruno Campelo o resgatou. "Quando eu vi ele desmaiado, coloquei a mão entre as grades e o puxei. Fiz o que fiz para salvar o filhote", disse ao G1Campelo. O animal foi levado por ele e pelo síndico, que é veterinário, até uma clínica, onde o animal passou por exames e foi medicado.
Neste domingo (12), ele já estava bebendo água e se alimentando sozinho. Além do novo lar, ele ganhou novo nome: Rossi. Na noite de sexta (10), durante uma reunião de condomínio, o marido da agressora decidiu doar o animal.
“Eu não posso me posicionar como subsíndio, mas o que eu fiz foi como ser humano”, afirmou Campelo.

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