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Falta de registro odontológico trava identificação de corpo de jovem na PB

A identificação do suposto corpo da vendedora Vivianny Crisley, de 29 anos, está dependendo de um registro odontológico da jovem. Conforme a diretora em exercício do Instituto de Polícia Científica (IPC), Gabriela Nóbrega, a análise da arcada dentária do corpo depende de algum registro odontológico de Vivianny em algum consultório onde ela eventualmente fez acompanhamento dentário. Caso o registro chegue até a polícia, a identificação pode sair em até 24 horas. A expectativa do IPC, ao encontrar o corpo, era de divulgar a identificação do corpo em um prazo de até dez dias.
“O corpo foi encontrado esqueletizado. A confirmação só pode ser feita neste caso de duas formas, ou pela análise da arcada dentária ou por meio de exame de DNA. No primeiro caso, o resultado do laudo é muito mais rápido. Por isso estamos aguardando esse retorno a respeito dos registros odontológicos dela para dar uma resposta rápida à família e também para a própria população”, explicou.

Ainda segundo a diretora do IPC, o delegado do caso, Reinaldo Nóbrega, entrou em contato com a família e repassou que Vivianny Crisley fez durante um tempo acompanhamento dentário em Pernambuco, no período em que morou no estado vizinho e usou aparelho odontológico. A família está buscando junto ao consultório em Pernambuco os registros para encaminhar algum posicionamento à polícia.
Enquanto aguardam um avanço no exame da arcada dentária, o IPC iniciou o processo de confirmação da identidade por meio da análise do material genético do corpo. Segundo Gabriela Nóbrega, foi encontrado muito pouco tecido no cadáver, pelo fato de ter sido queimado. O exame genético na pele é um outro processo mais rápido.
“Foi encontrado um pouco de tecido, de pele, no corpo. Estamos analisando essa pele para saber se ainda existe algum registro genético da vítima. Caso tenha, o processo de análise de DNA é mais rápido”, detalhou. Se o tecido não contiver informação genética, a identificação passa a ser feita pelos ossos do corpo, o mais demorado dos procedimentos.
A análise do DNA pelo tecido ósseo pode durar até 30 dias, pois é preciso passar por um processo de desmineralização, para que ele seja amolecido, e posteriormente confrontado com o material genético fornecido pela família.
Confirmação de identidade em dez dias
A confirmação de que o corpo achado em uma mata na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, é de fato da vendedora Vivianny Crisley deve sair em 10 dias. A previsão é do Instituto de Polícia Científica (IPC), que iniciou os trabalhos de perícia no corpo na tarde de segunda-feira (7). A mãe de Vivianny Crisley compareceu à sede do IPC para fornecer material genético para exame de DNA. A jovem foi vista pela última vez no dia 20 de outubro, saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa.
Além do avançado estado de decomposição, o corpo que supostamente é da vendedora foi encontrado queimado, fato que prejudicou no reconhecimento por parentes, segundo peritos que investigam o caso. Alguns indícios apontam que o corpo seja de Vivianny, entre eles o cartão de crédito da vendedora desaparecida, parte da roupa que ela usava quando foi vista pela última vez e os calçados.
A perita criminal Roberta Costa Meira, uma das responsáveis pelos exames no corpo, explicou que além da análise dos corpos, objetos encontrados próximos ao cadáver também foram recolhidos para serem examinados em busca de pistas que levem a outros suspeitos. Até a manhã desta terça-feira (8), um suspeito de envolvimento no caso seguia preso.
O outro perito do caso, Rodrigo Farias, adiantou que o trabalho pode indicar também se o corpo sofreu algum tipo de lesão antes de morrer e o dia aproximado da morte. O delegado Reinaldo Nóbrega, que está a frente das investigações, explicou que mais pessoas devem estar envolvidas no desaparecimento e morte.
“Uma atrocidade daquele tamanho seria impossível de somente uma pessoa cometer. Temos o depoimento dessa pessoas presa e ela confirma a participação de outras. Estamos trabalhando em sigilo, mas esperando chegar em todos os envolvidos”, comentou.
Homem preso suspeito do caso
Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Vivianny Crisley, ocorrido em 20 de outubro, após uma festa no bairro dos Bancários, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado Reinaldo Nóbrega nesta segunda-feira (7). De acordo com ele, o suspeito confessa participação no crime. Um corpo que pode ser de Vivianny foi encontrado na tarde desta segunda, em uma mata no município de Bayeux, na Grande João Pessoa.
A Polícia Civil acredita que o corpo seja da jovem. "Tem que ser muita coincidência para não ser [o corpo]. O par de sandália foi reconhecido pela amiga, temos imagem de câmera de segurança [da boate onde ela sumiu] e verificamos que é a mesma", disse o delegado.
Reinaldo Nóbrega confirma uma prisão de suspeito, mas informou que não pode detalhar o assunto porque a investigação corre sob sigilo. "A polícia efetuou a prisão de uma dessas pessoas, mas como está o inquérito sob sigilo, esperamos que nos próximos dias possamos apresentar todo o desenrolar desse caso. Inclusive, ele confessa envolvimento", afirmou.
A investigação ainda aponta que há outras pessoas envolvidas no caso. Depoimentos serão colhidos ao longo da semana para a conclusão do inquérito.
As imagens da câmera de segurança do local em que a mulher foi vista pela última vez estão em análise com a Polícia Civil, no entanto, as informações preliminares dão conta que as imagens não são conclusivas e não contribuem muito com a investigação.
Corpo em Bayeux
O corpo encontrado na tarde desta segunda-feira estava em estado de decomposição. De acordo com o perito Rodrigo Farias, do Instituto de Polícia Científica (IPC), o corpo pode ser de Vivianny Crisley, desaparecida desde o dia 20 de outubro, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, no entanto, apenas resultados de exames podem comprovar a suspeita.
Entre os indícios da perícia, estão um cartão de crédito encontrado com o nome da vítima e uma sandália que ela estaria usando na noite em que foi vista pela última vez, saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa.
A perita Roberta Costa Meira informou que no local foram encontrados vestígios que levam a crer que o cadáver é de uma mulher, mas só o exame de DNA deve confirmar o sexo e se o corpo é de Vivianny.

Serão realizados exames de DNA com a família de Vivianny para confirmar ou não a suspeita da identidade do corpo. De acordo com a perícia, ainda não é possível concluir se o corpo foi morto no local ou se apenas foi abandonado na mata.
A jovem de 29 anos era mãe de uma criança de oito meses. De acordo com as últimas informações da Polícia Civil, os suspeitos do desaparecimento de Vivianny não foram identificados. Durante a investigação, um celular foi encontrado no município de Bayeux, sendo divulgado que seria da jovem. No entanto, o delegado informou que o aparelho estava em perícia para que o pertencimento do objeto pudesse ser confirmado.

Fonte:G1
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